quarta-feira, 8 de junho de 2011

Movimentos Contra a Utilização da Energia e Armamento Nucleares

18/03/2011-11h01

Greenpeace pede à Dilma fim do uso da energia nuclear no Brasil

Ativistas do Greenpeace fizeram nesta sexta-feira um ato em frente ao Palácio do Planalto pedindo à presidenta Dilma Rousseff o fim do uso da energia nuclear no país.
Vestidos com capas de proteção e máscaras, um grupo subiu a rampa do Planalto e abriu uma faixa com a frase "A energia que mata. Dilma, nuclear não".
Citando o acidente na Usina Nuclear de Fukishima, no Japão, os manifestantes pedem a suspensão da construção da Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro, e a paralisação dos investimentos em energia nuclear.
"Pedimos que a presidenta Dilma tome um posicionamento mais ágil em relação à energia nuclear. Países como a Alemanha já cancelaram o funcionamento de reatores mais antigos. Podemos ser o primeiro grande país a usar 100% de energia limpa", disse Ricardo Baitelo, responsável pela campanha de energia do Greenpeace.
Representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República conversaram com os ativistas e receberam o manifesto do Greenpeace.
O secretário de articulação social, Antônio Lambertucci, disse que a demanda da organização será encaminhada a Dilma. "Essa demanda vai chegar à presidente por meio do ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho. Nos colocamos à disposição para recebê-los porque nossa função é dialogar", disse Lambertuci.
Três manifestantes do Greenpeace permaneceram por alguns minutos sentados embaixo da rampa do Palácio do Planalto e foram conduzidos pela segurança à Polícia Federal.
Sergio Lima/Folhapress
Vestido com capas de proteção e máscara, grupo sugiu rampa do Planalto com faixa de protesto
Situação nas Usinas do Japão
Japão: entenda a situação das usinas nucleares após o terremoto14 de março de 2011 • 14h12 • atualizado em 15 de março de 2011 às 13h38

14 de março - Visão aérea mostra o reator 3 da usina nuclear Fukushima Daiichi em chamas após a explosão registrada nesta segunda-feira. Foto: ReutersVisão aérea mostra o reator 3 da usina nuclear Fukushima Daiichi em chamas após a explosão nuclear
No dia 11 de março, o Japão foi atingido por um terremoto de 9 pontos na escala Richter - segundo medição feita pela agência meteorológica japonesa (8,9, segundo os EUA), o maior da história do Japão. O fenômeno provocou um tsunami que deixou um saldo de milhares de mortos. O tremor e a inundação deixaram um rastro de destruição no país, além de colocar em perigo a integridade das diversas usinas nucleares responsáveis por gerar a energia elétrica. Foram registradas duas explosões na usina Fukushima Daiichi, provocadas por problemas de resfriamento e mais de 180 mil pessoas foram evacuadas de áreas próximas às instalações nucleares. Veja a situação de cada uma delas:
Fukushima Daiichi
Foram registradas três explosões e um incêndio na usina de Fukushima Daiichi. No sábado (12), houve uma explosão no reator 1. Outra explosão ocorreu na unidade 3, na segunda-feira (14), que deixou ao menos seis feridos. Na terça-feira (15, horário local), o reator 2 explodiu. No mesmo dia, houve um incêndio na unidade 4.
No sábado foi dispersado vapor para amenizar a pressão dentro do reator 1, além da contaminação por Césio 137 e Iodo 131 nos arredores da usina. O incidente foi classificado como de nível 4, em uma escala de 7.
Moradores em um raio de 10 km foram evacuados. Após a explosão, a evacuação de se estendeu a 20 km. No domingo (13), foi liberado vapor para controlar a pressão na unidade 3, mas problemas no resfriamento ocasionaram o acúmulo de hidrogênio, o que teria ocasionado a explosão.
Na unidade 3, o fornecimento de energia para controlar o aquecimento é feito por meio de geradores. O sistema de injeção de alta pressão e outras tentativas de resfriamento falharam. A partir de então, foi iniciada a injeção de água do mar e do elemento químico boro. Os níveis de água estavam estáveis, mas não aumentaram no reator, e a razão ainda era desconhecida. Para diminuir a pressão, no domingo (13) foi iniciado o procedimento de liberação de pressão para amenizar a concentração de hidrogênio. O prédio está intacto na parte exterior.
Na segunda-feira (14), as autoridades japonesas informaram que a unidade 1 está sendo alimentada por geradores e que o resfriamento do reator está sendo feito com água do mar e boro. Por causa da explosão de sábado, a parte de fora do prédio foi destruída.
Na terça-feira (15), autoridades afirmaram que o incêndio provocado pela explosão no reator 2 liberava material radioativo diretamente na atmosfera. Em seguida, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que as chamas na unidade 4 estavam extintas.
A usina Fukushima Daiichi, localizada na cidade de Naraha, foi a primeira a apresentar problemas após o terremoto ocorrido na sexta-feira (11). O sistema de resfriamento alimentado por geradores a diesel haviam sido danificados pela inundação do tsunami, e até agora são utilizados geradores auxiliares. Três reatores funcionavam no momento do acidente.
Fukushima Daini
Os moradores em um raio de três quilômetros foram evacuados e as pessoas que vivem em um raio de 10 km foram orientadas a permanecerem dentro de suas casas. Após a explosão na Fukushima Daiichi, a evacuação aumentou para um raio de 10 km. No domingo (13), foi erroneamente divulgada a emissão de vapor na Daini. O único incidente foi relacionado à morte de um operário foi um acidente com um guindaste, que deixou outros quatro feridos.
Segundo o relatório mais recente, divulgado nesta segunda-feira (14), todas as unidades estavam sobre controle e os trabalhadores usam resíduos removedores de calor capara controlar a temperatura.
Onagawa
Ainda na sexta-feira (11), as autoridades japonesas relataram um incêndio na usina de Onagawa, mas não foi reportada a emissão de radiação. No domingo (13) foi relatado o mais baixo estado de emergência na usina, mas as autoridades informaram que a situação dos três reatores estava sob controle. O alerta foi emitido porque os níveis de radiação haviam excedidos os níveis aceitáveis, mas as autoridades investigavam a origem. Mais tarde, o alerta foi revogado já que os níveis de radiação haviam sido reduzidos.
Tokai
A usina, localizada na província de Ibaraki, foi desligada na sexta-feira (11), mas não foi reportada a emissão de radiação. No domingo (13) foram reportados problemas no sistema de refrigeração.
Tratados Contra Armamento Nuclear:

Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares

Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP)
NPT Participation.svg
Participação por país no Tratado de Não-Proliferação Nuclear
██ Assinados e ratificados
██ Aderiram
██ Membro cumpridores por tratado
██ Retirado
██ Não-signatário
Assinado
- local
1 de julho de 1968
Nova York, Estados Unidos
Em vigor
- condição
5 de março de 1970
Ratificação pelo Reino Unido, União Soviética, Estados Unidos e outros 40 Estados signitários.
Partes189 países
O Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) é um tratado entre Estados soberanos assinado em 1968, em vigor a partir de 5 de março de 1970. Atualmente conta com a adesão de 189 países, cinco dos quais reconhecem ser detentores de armas nucleares: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China - que são também os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.  Em sua origem tinha como objetivo limitar o armamento nuclear desses cinco países (a antiga União Soviética foi substituída pela Rússia). Nos termos do tratado, esses países ficam obrigados a não transferir essas armas para os chamados "países não-nucleares", nem auxiliá-los a obtê-las. A China e a França, entretanto, não ratificaram o tratado até 1992.
Considerado pelos seus signatários como pedra fundamental dos esforços internacionais para evitar a disseminação de armas nucleares e para viabilizar o uso pacífico de tecnologia nuclear da forma mais ampla possível, paradoxalmente apoia-se na desigualdade de direitos, uma vez que congela a chamada geometria do poder nuclear em nome da conjuração do risco de destruição da civilização.
Estados Unidos, Rússia, França, Inglaterra e China – todos signatários do TNP - possuem 90% das armas nucleares, sendo o restante distribuído entre Índia, Paquistão e Israel.

Obama e Medvedev assinam tratado de desarmamento nuclear

08 de abril de 2010 | 10h 11

Os Estados Unidos e a Rússia assinaram na quinta-feira em Praga um histórico tratado de desarmamento nuclear, na esperança de que isso prenuncie uma melhora nas suas relações bilaterais e pressione outros países a abandonarem suas ambições de possuírem bombas atômicas.


Os presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev assinaram o pacto em uma cerimônia no castelo medieval de Praga, após uma reunião em que trataram de segurança nuclear, do programa atômico iraniano e da revolução na estratégica ex-república soviética do Quirguistão.

O acordo reduzirá em 30 por cento nos próximos sete anos o arsenal estratégico instalado dos dois ex-inimigos da Guerra Fria, mas ainda assim as ogivas remanescentes seriam suficientes para uma destruição mútua.

As duas principais potências nucleares do mundo precisam demonstrar que levam a sério a tarefa de reduzir seus arsenais, pois isso lhes dará moral para exigir que países como Irã e Coreia do Norte renunciem às suas ambições nucleares. Teerã nega ter a intenção de desenvolver armas nucleares, enquanto Pyongyang não esconde que já as possui.

Fontes da Casa Branca disseram a jornalistas que Obama discutiria com Medvedev a possibilidade de novas sanções da ONU ao Irã, mas que nenhum anúncio específico seria feito.

"Os russos já estão comprometidos em responsabilizar o Irã por meio do regime multilateral de sanções", disse o assessor-adjunto de Segurança Nacional do governo Obama, Ben Rhodes.

A situação no Quirguistão, onde protestos oposicionistas forçaram o presidente Kurmanbek Bakiyev a renunciar na quarta-feira, também acabou se impondo na pauta do encontro, já que tanto os EUA quanto a Rússia têm bases militares nesse país pequeno e pobre da Ásia Central. No caso dos EUA, sua base aérea na localidade de Manas é vital para o abastecimento das forças da Otan no Afeganistão.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, conversou por telefone na quinta-feira com a líder oposicionista Roza Otunbayeva, na prática reconhecendo-a como presidente interina do Quirguistão. Não está claro se os EUA farão o mesmo.

A assinatura do tratado nuclear Start 2, que substitui um pacto nuclear de 1991, ocorre dois dias depois de Obama anunciar uma mudança na doutrina nuclear dos EUA, pela qual Washington se compromete a jamais usar seu arsenal atômico contra países que não possuam armas nucleares e que cumpram suas obrigações perante o regime de não-proliferação.

Nos dias 12 e 13, Obama será o anfitrião de uma cúpula em Washington para discutir questões de segurança nuclear global. Há cerca de um ano, ele declarou, também em Praga, que almeja ver o mundo livre de armas nucleares.

Ao chegar na quarta-feira a Praga, Medvedev disse que o tratado pode ter um papel considerável no futuro do desarmamento.

Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca, disse esperar que o Senado dos EUA ratifique o tratado ainda antes das eleições parlamentares de novembro.


Bombas Japão

Os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial contra o Império do Japão realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos da América na ordem do presidente americano Harry S. Truman nos dias 6 de agosto e 9 de agosto de 1945. Após seis meses de intenso bombardeio em 67 outras cidades japonesas, a bomba atômica "Little Boy" caiu sobre Hiroshima numa segunda-feira. Três dias depois, no dia 9, a "Fat Man" caiu sobre Nagasaki. Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares. As estimativas, do primeiro massacre por armas de destruição maciça, sobre uma população civil, apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação.A maioria dos mortos eram civis.

As explosões nucleares, a destruição das duas cidades e as centenas de milhares de mortos em poucos segundos levaram o Império do Japão à rendição incondicional em 15 de agosto de 1945, com a subsequente assinatura oficial do armistício em 2 de setembro na baía de Tóquio e o fim da II Guerra Mundial.

Ficheiro:Implosion bomb animated.gifReação de implosão no núcleo de uma Bomba atômica.

Paises que possuem armas nucleares


Declaradamente apenas 8 países possuem armas nucleares eles são: Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido, França, Índia, Paquistão e Ucrânia. Porém outros países também possuem armas nucleares a Coréia do Norte é um deles.Em 8 de outubro de 2006, a Coréia do Norte realizou alguns testes nucleares no seu subsolo. Além disso acredita-se que Irã e Iraque também possuam armas nucleares.

Existem três países: Japão, Itália e Alemanhã que não podem sequer deixar passar pelo seu território qualquer tipo de armas nucleares.

Corrida nuclear: Guerra fria

Corrida nuclear:

A Guerra Fria amplia-se a partir de 1949, quando os soviéticos explodem sua primeira bomba atômica e inauguram a corrida nuclear. Os EUA testam novas armas nucleares no atol de Bikini, no Pacífico, e, em 1952, explodem a primeira bomba de hidrogênio. A URSS lança a sua em 1955. As superpotências criam blocos militares reunindo seus aliados, como a OTAN, que agrega os anticomunistas, e o Pacto de Varsóvia, do bloco socialista.

Com a descoberta da instalação de mísseis soviéticos em Cuba, em 1962, os EUA ameaçam um ataque nuclear e abordam navios soviéticos no Caribe. A URSS recua e retira os mísseis. O perigo nuclear aumenta com a entrada do Reino Unido, da França e da China no rol dos detentores de armas nucleares. Em 1973, as superpotências concordam em desacelerar a corrida armamentista, fato conhecido como Política da Détente. Esse acordo dura até 1979, quando a URSS invade o Afeganistão. Em 1985, com a subida ao poder do líder soviético Mikhail Gorbatchov, a tensão e a guerra ideológica entre as superpotências começam a diminuir. O símbolo do final da Guerra Fria é a queda do Muro de Berlim, em 1989. A Alemanha é reunificada e, aos poucos, dissolvem-se os regimes comunistas do Leste Europeu. Com a desintegração da própria URSS, em 1991, o conflito entre capitalismo e comunismo cede lugar às contradições existentes entre o hemisfério norte, que reúne os países desenvolvidos, e o hemisfério sul, onde está a maioria dos subdesenvolvidos.
Guerra Fria

A Guerra Fria tem início logo após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.

A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Já os Estados unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada. Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países os seus sistemas políticos e econômicos.

A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre Estados Unidos e URSS. Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra. Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coréia e no Vietnã.